Quando ando pela capital de São Paulo, mais precisamente pela Avenida Paulista, a sensação é a de estar presente simultaneamente em dois mundos distintos. O cartão postal mais fiel da cidade que turbina o Brasil é um retrato da discrepância social que assola o nosso país.
O trecho Consolação-Paraíso (ou Paraíso-Consolação, como queiram) não é o mais extenso da cidade, mas certamente é o que apresenta o contraste mais explícito. Encontro vários prédios de arquitetura diferenciada com suas fachadas maravilhosas, abrigando escritórios de inúmeras empresas importantes. Continuo caminhando e vejo as sedes de grandes bancos nacionais e internacionais, movimentando milhões e milhões de reais. Mulheres bonitas desfilam, homens engravatados precipitam-se, apressados a carregarem suas pastas, ao passo que estudantes, turistas, repórteres de TV, pesquisadores e outros pedestres completam o cenário deste símbolo paulistano.
Até aí, nada de novidade, realmente é este o cenário consagrado pelos meios de comunicação para referir-se a São Paulo.
O fato que propõe uma reflexão sobre o assunto é a quantidade cada vez maior de miseráveis que perambulam por esta região. E parece-me irônico saber que aos pés destas imponentes construções, dormem ao relento pessoas sem identidade, sem perspectiva, sem futuro. Homens, mulheres e crianças para quem o “bolo” não foi repartido. E como eu, você também deve testemunhar esta situação de forma indiferente. Somos seres humanos impotentes mediante esta situação irremediável.
E o futuro? Haverá alguma solução para este problema da desigualdade social? Enquanto o ser humano não aprender com seus erros e evoluir a partir disto, provavelmente caminharei novamente pela Avenida Paulista sem poder sentir orgulho de sua imponência e riqueza.
Até aí, nada de novidade, realmente é este o cenário consagrado pelos meios de comunicação para referir-se a São Paulo.
O fato que propõe uma reflexão sobre o assunto é a quantidade cada vez maior de miseráveis que perambulam por esta região. E parece-me irônico saber que aos pés destas imponentes construções, dormem ao relento pessoas sem identidade, sem perspectiva, sem futuro. Homens, mulheres e crianças para quem o “bolo” não foi repartido. E como eu, você também deve testemunhar esta situação de forma indiferente. Somos seres humanos impotentes mediante esta situação irremediável.
E o futuro? Haverá alguma solução para este problema da desigualdade social? Enquanto o ser humano não aprender com seus erros e evoluir a partir disto, provavelmente caminharei novamente pela Avenida Paulista sem poder sentir orgulho de sua imponência e riqueza.
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